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Gestão do Conhecimento PDF Imprimir E-mail
Escrito por Geraldo Gonçalves Jr.   
As últimas décadas do século XX se caracterizaram pela multiplicidade de visões que convergiram sobre o mesmo objeto de estudo: o sucesso das organizações em um mundo cada vez mais complexo e de fenômenos inter-relacionados. Em uma rápida sucessão foram propostos novos paradigmas para substituir os em vigor, dentro de ciclos cada vez mais rápidos, demonstrando, claramente, a insustentabilidade e improbabilidade da adoção de um modelo único, universal, capaz de direcionar os esforços para a consecução dos objetivos organizacionais de forma global.
De análise sumária, pode-se perceber que um dos fatores determinante do ciclo de vida de cada novo conjunto de teorias, técnicas e processos administrativos propostos estiveram diretamente relacionado com a capacidade do mundo empresarial transforma-lo em uma realidade implementável, cruzando a barreira do discurso acadêmico. Ilustra este ponto os conceitos de reengenharia estabelecidos por Tom Davenport que, apesar de ter causado uma enorme expectativa quando de sua formulação, acabou por ser considerado como inadequado às empresas pela impossibilidade, na época, da tradução de seus preceitos teóricos em processos gerenciais efetivos.
E quando vemos hoje o movimento de muitos profissionais em torno dos conceitos de Gestão do Conhecimento, questionando a sua validade, como relata o mesmo Davenport em trabalho recente, cabe a cada um de nós refletir, ainda que de forma superficial, sobre as possíveis causas que estariam contribuindo para que tal fato estivesse ocorrendo. Afinal, quais os aspectos que estarão sendo negligenciados pelos gestores que, uma vez considerados, criarão as condições básicas para a implementação de sistemas de gestão de conhecimento? Como disseminar de forma efetiva a massa crítica de conhecimentos individuais, tornando-os parte do ativo da organização? Como saber o que a empresa conhece e usar tais informações para conseguir diferencial estratégico?
Dos primeiros ensaios até os dias de hoje muito se tem especulado e definido como sendo a prática e os conceitos mais adequados à gestão do conhecimento, mas ainda é possível perceber que existe uma dicotomia entre a teoria e a prática.
E enquanto não forem amadurecidos e incorporados ao ambiente organizacional os processos que permitam a sua plena implementação, a gestão de conhecimento seguirá como sendo apenas mais um modismo que terá como fim o registro nos livros escolares como sendo uma das diversas práticas de gestão surgidas no fim do século XX, que pouco contribuiu para o sucesso das empresas, apesar de todo o potencial que parecia possuir.