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Quando consultar um Especialista? PDF Imprimir E-mail
Em minha prática educativa tenho tido a oportunidade de estar em contato com muitos pais de alunos e, assim, tenho analisado bastante a problemática da educação dos filhos.   Assim, decidi conversar um pouco com papais e mamães, compartilhando algumas considerações a respeito.
É bastante difícil aos pais saberem exatamente o que, como ou quando agir desta ou daquela maneira e há algumas hipóteses bastante comuns: a culpa por trabalharem fora – especialmente as mães; conseqüente necessidade de recorrerem às babás que normalmente mimam a criança e não educam; desejo de dar ao filho aquilo que não tiveram – tanto no sentido material quanto emocional; acesso desmedido das crianças aos bens de consumo e tecnologia – filmes e programas na TV, vídeo-game, computador; pais que são produto de uma educação castradora e que agora foram para o outro extremo, tornando-se permissivos demais; entre muitas outras.
Pois bem, o quadro geral que temos hoje em dia é o seguinte: crianças inseguras e dependentes, choronas, mal comportadas, rebeldes, agressivas, intolerantes, extremamente agitadas, insatisfeitas, indisciplinadas, desorganizadas, com medo de crescer, tímidas e por aí vai. O pior de tudo isso são as conseqüências: adolescência problemática, distante dos pais, irresponsável, vulnerável a tudo e a todos, levando a uma juventude e vida adulta com as mesmas características de personalidade sendo o indivíduo, muitas vezes, rejeitado pela mesma sociedade que ajudou a criá-lo desse modo. Segundo o dito popular muito antigo, “é de pequeno que se torce o pepino” = um pouco agressivo, já que não precisamos “torcer” ninguém, mas que é de pequeno que se educa, forma a personalidade, caráter e prepara para a vida saudável em sociedade, isso é a mais pura verdade!
Muitos poderão concordar comigo, mas perguntar: então, o que e como fazer para resolver a situação? Como saber se estamos no caminho certo? Invariavelmente e sem exceções, todos os pais com quem convivi e convivo até hoje querem acertar, querem o melhor para seus filhos! Ninguém erra por querer. Erra se, ao tomar consciência, não agir!
Há muita literatura disponível no mercado, mas acredito que para agir diretamente e de forma abrangente, o ideal é procurar um especialista na área. O terapeuta familiar nesses casos é o mais indicado, justamente porque a família deve se reorganizar como um todo. Não é a criança que precisa de um psicólogo... e quando dizemos que os pais é que devem se consultar, é porque a formação das crianças depende essencialmente do equilíbrio da família. As crianças refletem a educação, a formação que recebem – da família e da escola.
Já me deparei com muitos pais que dizem não “precisar” de psicólogos, psiquiatras ou terapeutas para realizarem a tarefa mais básica, que é a da educação dos filhos e esses geralmente são os que mais precisam! Já é tempo de sermos mais humildes e recorrermos ao especialista em educação infantil com a mesma naturalidade com que recorremos ao pediatra, odonto-pediatra, fisioterapeuta... O que não se concebe mais é permanecer no erro, achando que as crianças de hoje, com todo o acesso à informação que têm, podem continuar sendo criadas da mesma maneira como os pais foram educados... ou, por outro lado, serem produto de uma educação absurdamente permissiva e super protetora, onde criam-se crianças tiranas, que tomam conta da situação e, muitas vezes, levam os pais a perder totalmente o controle, apelando para a violência física! Nenhum extremo é benéfico! Pense nisso! Nossos filhos são o produto daquilo que fizemos (ou não) por eles, na infância, especialmente na 1ª. infância, até os 7 aninhos...